sexta-feira, 21 de outubro de 2011

“E no meio de tanta gente eu vi você...”



Não sei se foi destino, se foi um golpe de sorte ou se só aconteceu por acontecer, sei que te encontrar foi a melhor coisa da vida.
Desde o dia que te encontrei eu sei o que é felicidade, eu sei o que é ter motivos pra acordar sorrindo e sei o que é querer fazer alguém sorrir. Desde que te encontrei os meus pensamentos são todos pra bolar cada dia uma nova prova de amor a você. Desde que te encontrei todos os meus atos são pra te fazer feliz.
Talvez, de todas as coisas certas que eu fiz na vida, a melhor foi ficar com você porque desde que você chegou as manhãs ficaram mais bonitas, os sonhos se tornaram mais reais, os planos se tornaram mais concretos. Quando você chegou, a minha vontade de ser melhor se renovou, ser melhor pra você, ser melhor porque você merece o que há de melhor em mim.
Eu te amo, Gabriella. Te amo pelo seu senso se humor, te amo pelos seus gostos, te amo pelas brincadeiras, te amo pelas noites juntas, te amo pelas despedidas cada vez mais difíceis, te amo pelos abraços e beijos, te amo pelo jeito que você se veste, te amo pelos sorrisos que você me tira, te amo pelas gargalhadas, te amo pelas eternas caminhadas na rua, te amo por cada segundo que você me da o prazer de passar com você, te amo por ser minha amiga, te amo por ser minha namorada...Eu te amo porque te amo e só isso basta!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Bela Fahima. (Conto Árabe)

Há muito tempo viveu na cidade de Basra uma jovem chamada Fa­hima. Ela pertencia a uma nobre e antiga família e desde peque­na impressionava a todos por sua beleza e principalmente por sua rara inteligência. Seu nome queria dizer "aquela que compreende" e, de fato, ela parecia ser capaz de prever acontecimentos e ler pensamentos secretos. Herdeira de uma grande fortuna, vivia assediada pelos mais diferentes tipos de pretendentes. Mas eles não conseguiam dizer nada quando se apresentavam diante dela. Seu olhar penetrante impedia que pronunciassem qualquer palavra. A confusão e a frieza que ela percebia na alma dos homens a deixavam desolada, e então ela resol­veu se fechar no castelo dos seus antepassados, decidida a não ver nem falar mais com nenhum homem.
Um dia ela estava no terraço contemplando distraidamente a pai­sagem. Bem naquele momento o príncipe de Basra passava por ali. Ele a viu e imediatamente apaixonou-se por ela. Essa visão o perseguiu o resto do dia e, estando acostumado a tomar decisões rápidas e impetuo­sas, foi procurá-la nessa mesma noite. Sem esperar que o anunciassem, forçou os portões do castelo, atravessou o pátio e, assim que chegou dian­te de Fahima, no meio do jardim, foi logo dizendo que ela deveria ca­sar-se com ele.
Ela não respondeu, apenas ficou olhando para ele de um jeito que deixaria qualquer homem com o sentimento de ser a pessoa mais des­prezível do mundo. Mas o príncipe enfrentou seu olhar e Fahima sur­preendeu-se. O que ela viu dentro dos olhos daquele homem a agra­dou muito. Mesmo assim ela disse:
— Vá embora. Você não é digno do meu coração.
O príncipe ficou furioso. Nunca o haviam tratado daquela maneira, nenhuma mulher havia recusado qualquer coisa que ele tivesse dese­jado. Tropeçando em seus próprios passos, foi até a entrada do castelo, onde seus guardas o esperavam. Aos gritos, ordenou-lhes que prendes­sem a jovem e a levassem ao calabouço de seu palácio. E lá eles a dei­xaram, numa cela subterrânea e escura.
Na manhã seguinte, o príncipe foi vê-la e a encontrou imóvel, co­mo se tivesse passado a noite inteira sentada, aguardando sua chegada.
— Agora você já conhece meu poder — disse o príncipe — e sabe do que sou capaz. Eu ainda quero casar-me com você, e basta que você aceite para que deixe de ser minha prisioneira. Se concordar em ser mi­nha mulher, vai conhecer também a intensidade do meu amor, mas se não me quiser, saiba que não vai sair desta cela nunca mais.
Fahima permaneceu em silêncio, nem sequer olhou para ele.
O príncipe tentou convencê-la numa confusão de palavras às vezes enraivecidas, às vezes cheias de paixão. Mas nada adiantou.
O príncipe retirou-se completamente inconformado. Não passou um dia sem que ele voltasse ao calabouço. Todas as vezes ele falava de seu amor tumultuado, mas ela sempre permaneceu no mais profundo silêncio.
Meses depois, Fahima escutou quando os guardas comentavam que o príncipe estava de partida para Bagdá, onde deveria ficar um lon­go tempo. Imediatamente percebeu que havia chegado a hora de dei­xar aquele lugar. Ela podia fazê-lo, porque durante todo o tempo em que estivera prisioneira, dia após dia, havia cavado a parede sem que ninguém visse, abrindo assim um túnel que atravessava a espessa mu­ralha. Sem dificuldade, atravessou-o durante a noite e, quando alcan­çou a luz da lua, foi até seu castelo, onde se preparou para viajar. Mon­tada no melhor cavalo que possuía, Fahima dirigiu-se para Bagdá.
Logo que chegou, procurou uma casa bem na rua principal da cidade, que era passagem obrigatória para o palácio do califa. Depois foi ao mercado e comprou loções, cremes e pós que a ajudaram a mudar de aparência. Tingiu os cabelos com hena, penteou-os de um modo diferente, vestiu novas roupas e em pouco tempo parecia uma outra mulher.
O príncipe chegou à cidade, depois de ter parado várias vezes durante a viagem para encontrar-se com amigos que lhe ofereciam banquetes e festas.
Quando cavalgava em direção ao palácio real, viu uma mulher belíssima à janela de uma casa imponente. Puxou as rédeas do cavalo parou para contemplá-la maravilhado. Nem de longe reconheceu Fahima sob o disfarce daquela que lhe pareceu uma doce mulher. Assim que chegou ao palácio, ordenou a um serviçal que fosse convidar a senhora daquela casa para jantar com o príncipe de Basra.
Fahima aceitou o convite e nessa mesma noite concordou em ca­sar-se com o príncipe, como se fosse mesmo uma outra mulher. Os dois viveram um ano de enorme felicidade, e um dia ela lhe disse que estava esperando uma criança. O príncipe teve uma grande alegria, mas não pôde esperar para ver se ia nascer um filho ou uma filha, pois foi chamado às pressas à cidade de Trípoli, onde negócios urgentes o aguar­davam. No mesmo dia de sua partida, Fahima deu à luz uma menina e pouco tempo depois entregou a filha a uma ama de absoluta confian­ça, recomendando-lhe que cuidasse muito bem dela, até a sua volta. Em seguida selou seu cavalo e foi também para a cidade de Trípoli. Lá ela alugou uma casa suntuosa e novamente mudou a cor de seus cabe­los, vestiu outro tipo de roupa e esperou pelo príncipe completamente transformada.
Quando ele a viu sentiu o mesmo desejo de casar-se com ela, pen­sando mais uma vez que se tratava de uma outra mulher. Durante um ano eles viveram felizes, até que Fahima teve um filho. Ainda que esti­vesse encantado com o menino, não demorou para que o príncipe par­tisse para uma nova viagem, dessa vez na direção de Alexandria.
Deixando o filho com uma serva em quem confiava inteiramente, Fahima foi também para aquela cidade, e não é preciso dizer que tudo se passou como das outras vezes. E mais uma criança nasceu.
Um dia Fahima percebeu que o príncipe andava quieto, pensativo. Ela soube imediatamente que ele sentia saudades de sua cidade natal, e dessa vez ela partiu antes dele, tendo como sempre confiado seu filho a uma serva fiel. Voltou rapidamente para o calabouço onde ficara lon­go tempo e esperou a chegada do príncipe. Um dia ela adivinhou que ele descia as escadas que levavam à sua cela, pela cadência tão conhe­cida de seus passos, pela luz do archote que se adiantava à sua presen­ça. Mas a pessoa que surgiu diante dela atrás das grades era um homem muito diferente. O rosto barbudo, o olhar angustiado, a voz cansada. Cheio de remorsos, sentia-se infeliz como nunca.
— Fahima — ele disse —, eu vim aqui para dizer que você está livre.
— O que aconteceu durante sua ausência? — ela perguntou. ­Conte-me tudo, confie em mim.
— Não importa — respondeu o príncipe. — Só posso lhe dizer que agora entendo que você é a única mulher que eu sempre amei e por isso mesmo quero deixá-la livre.
— Diga-me toda a verdade — insistiu Fahima. — E saiba que sou a única pessoa que pode ajudá-lo.
— Posso lhe contar tudo, mas isso não vai mudar nada — respon­deu o príncipe com voz desolada. — Eu permiti que você ficasse presa tanto tempo e enquanto isso fiz coisas que não devia ter feito, não sou mais o mesmo homem. Não sou digno de você, nem do seu amor.
E o príncipe foi falando de suas viagens e contou sobre as mulhe­res e filhos que havia deixado para trás.
Quando terminou seu triste relato, Fahima lhe disse:
— Vá até a sala do trono e espere até que anunciem a chegada de uma pessoa, que você deverá receber imediatamente.
— Não entendo o que você diz — falou o príncipe. — A porta da cela está aberta. Quero que me perdoe e que possa ser feliz longe daqui.
Sem mais nenhuma palavra o príncipe subiu as escadas e foi até a sala do trono. Lá deixou-se ficar em silêncio, com a cabeça entre as mãos, indiferente ao movimento dos cortesãos à sua volta. Quando anun­ciaram que uma nobre dama com três crianças queria vê-lo, ordenou que os guardas a deixassem entrar. Logo as portas se abriram, e uma mulher ricamente vestida com roupas da mais fina seda e jóias magní­ficas, acompanhada de três adoráveis crianças, entrou lentamente na sala do trono. A princípio não reconheceu Fahima, mas à medida que ela se aproximava, um claro desenho formou-se de repente no seu es­pírito. Foi só então que ele percebeu que as suas quatro mulheres eram na verdade uma só, que lhe havia dado três filhos. A mesma mulher que, no mais completo silêncio e com profunda paciência, havia per­mitido que ele aprendesse sozinho tudo o que precisava saber sobre sua própria pessoa.
Aquela foi uma família feliz

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain [a pessoa que você mais odeia/ te causou muita dor]

É o tipo de carta que se demora a escrever, são muitos sentimentos ruins contidos em uma pessoa e quando explodem, é uma bagunça total.

Não vou citar nomes nessa carta, não é necessário, quem tem o rabo preso sabe o que ela significa.

Eu passei algum tempo com uma pessoa, pessoa essa que eu achava que valia a pena por N motivos, mas depois de algum tempo notei que não valia nem um pouco a pena.
Essa pessoa me magoou e me fez sentir o ódio que eu sinto por ela hoje, por ter me feito um terror psicológico extremo no fim do relacionamento.
Indo diretamente ao ponto.

Pessoa.

Eu passei algum tempo tentando não sentir nada ruim com relação a você, tentando te perdoar e esquecer todo terror, medo, raiva e cada lagrima que eu derramei por conta da sua filhadaputagem.
Eu te odeio, eu não quero deixar de te odiar por que isso tem me protegido do seu mal.
Eu não quero te ver feliz, sua felicidade não me interessa e não me safistas.
Eu quero você longe, só isso!

Se um dia eu tiver que te encontrar dinovo, espero que seja numa situação bem ruim pra você.

E que você morra.

Atenciosamente.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to (Uma pessoa falecida com quem você gostaria de conversar)

Acho que de todas as cartas, essa é uma das mais sinceras, uma das mais difíceis de escrever , não por não saber o que falar mas por querer falar muito e não te ter aqui pra ouvir.
Vô, quando o senhor foi embora o meu mundo caiu, tudo o que pra mim era solido, se quebrou e eu não tive mais certeza das coisas que me cercavam.
Quando o senhor foi embora, levou consigo a minha vontade de ficar aqui e foi tão difícil recuperar isso, foi tãoo difícil levantar e voltar a andar.
Você era o meu pai, meu amigo, aquele que me ensinou quase tudo o que eu sei e quase tudo o que eu sou. Me ensinou a olhar para os dois lados pra atravessar a rua, me ensinou a pedir desculpas quando esbarrava em alguém, me ensinou a amarrar os sapatos e a não falar palavrão, me ensinou os primeiros passos, me ensinou os caminhos certos, me ensinou a não desistir e que quando estava doendo era pra chorar, me ensinou que quando alguém vai embora, é por que estava na hora de ir embora...Mas o senhor não me ensinou a te deixar ir embora, simplesmente foi!
Eu queria poder sentar nos eu colo dinovo e ouvir aquelas historias, queria poder te ver bater no fundo da minha mamadeira toda manha, queria poder te dar bom dia.
Eu queria que você voltasse vô, eu queria o senhor de volta.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que é perdão pra você?

Do mesmo jeito que se fala de amor, se fala de perdão!


"minha vida com a minha família é um perdão eterno. Eu conseguir amá-los depois de tanta dor
tanta ausência de respeito"

"É algo que só existe onde há amor, muito"

"ahh, na verdade eu nem percebi que eu os perdoei, só passou"

"Quando alguém que eu gosto muito me decepcionou, fazendo algo que eu, claramente, não aprovaria e, mesmo assim, eu ainda gosto muito da pessoa...esqueci"

"quando eu percebi que minha raiva só me fazia mal acho que as coisas passaram sozinhas, quando me dei conta eu os amava novamente e sem dores, só lembranças ruins que SEMPRE vão ficar"

"perdão é isso http://pt.wikipedia.org/wiki/Perd%C3%A3o"

"é complicado, deixa eu mergulhar nas minhas profundas lembranças... nao sei, jujuba"

"ela me pediu perdão por não estar comigo quando eu mais precisei dela, por não estar na maior parte da minha infância, por não ter ido aos meus jogos de futebol"

"não me recordo de perdoar ou ter sido perdoado"

"uma vez tive uma briga feia com uma amiga, ela se descontrolou e me xingou pra ofender mesmo, paramos de nos falar na hora e ficamos dias sem nos ver. Um dia estávamos com algumas pessoas conversando e eu ignorei a presença dela mas vi que ela estava me olhando muito até que me encarou, me abraçou e começou a chorar muito, ela disse que não sabia como tirar isso das nossas memorias mas o faria se pudesse"

"Jesus, segundos antes de morrer"

"perdoar alguém?"

"a gente vai ficando velho e 'deixando pra lá' certas coisas"

terça-feira, 12 de julho de 2011

O que é amor pra você?

Essa semana na minha aula de teatro, fizemos uma reflexão sobre amor (que é o tema do nosso trabalho artístico) e confesso que inicialmente não gostei disso.
Sempre achei amor um tema muito clichê pra ser falado numa peça, mas ao me deparar com as provocações que a minha orientadora fez, eu resolvi me aprofundar no assunto.
Aqui estão algumas respostas que obtive na minha pesquisa entre amigos sobre o que é o amor:



"amor é brigar com minha mãe pra ela sair da cama, e curar sua depressão, porque eu não suportaria seguir em frente sabendo que ela não esta disposta a isso."

"Amor é o que vivi ao encontrar um garoto de rua e passar horas conversando com ele comendo salgadinho, ele me contou um monte de coisas sobre a vida dele e disse que mesmo na rua ele estava feliz por que ele tinha o amor da mãe dele, e conhecia muitas pessoas diferentes, e que tinha fé que um dia poderia mudar a vida dele, e no fim me dar um abrço maravilhoso e dizer pra não me preocupar com os problemas da minha vida que um dia tudo iria melhorar de tivesse fé..."


"Amor é eu juntar troco de pão, moedinha por moedinha, pra conseguir encontrar os mobbers em um Fim de semana, e jogar futebol com eles"

"amor é a Jujuba deixar de ir em baladas pra olhar o sobrinho lindo dela"

"Amor é meu avô fazer cocegas em mim e dizer que onde ele estivesse, sempre gostava de me ouvir rir."

"Amor é você segurar a pata do seu gatinho até aplicarem a injeção letal nele, pois você jurou que cuidaria dele até o fim"

"Amor é minha mãe me cobrir com os cobertores dela por que estou com frio de manhã."

“quando um colega chegou em casa depois de 2 dias fora e deixou a mae preocupada, ela só perguntou se ele tava com fome e foi fazer um sanduiche, acho que isso é amor”

"eu sinto no olhar da minha mãe todos os dias o amor que ela sente por mim"

"amor é meu irmão brincar de lutinha comigo, e perder uma vez só pra eu me sentir bem"

"Amor é um amigo hetero dar um tapa nas minhas costas, dizendo que sempre soube que eu era veado, e dizer que sempre estará la para me ajudar quando os outros me tratarem mal"

"como dizia Cazuza: O amor é o ridiculo da vida"

"Perdão é ir no casamento do seu ex, pois nada lhe contenta mais que ve-lo feliz."

"cheguei em casa esses dias e fui deitar, minha mae veio devagarzinho logo em seguida e perguntou baixinho: 'tá tudo bem?' aí ficou tudo bem"

"Amor, perdão. O mesmo. Não há quem ame sem perdoar, não há quem não perdoe por amar."

"e eu vou te ensinar a cozinhar, isso é amor rapaz!"

"é companherismo, cuidar do outro em todos os momentos, perdoar tbm...as vezes vc não fala com a pessoa a semana inteira mas quando se encontram é lindo, sabe?"

"amor é quando eu escuto você falando da sua professora de teatro"

"amor é o que fez a Nina chorar ao contar uma historia feliz do irmão dela"

""amor é quando você acorda de um pesadelo, e sua mãe o chama pra dormir com ela"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to (Uma pessoa que você não conversa tanto quanto gostaria)

Conheci a Lucky numa noite na ETEC, depois disso a vi poucas vezes mas sempre que isso aconteceu eu me apaixonei mais por ela, era sempre diferente, sempre tinha um assunto diferente e ela me fazia (e faz) sentir muito bem.
A Lara eu não me lembro como conheci exatamente, as vezes parece que não teve um começo, parece que ela estava aqui desde sempre. A Lara é toda quietinha, tem um sorriso tão bonito e o que eu mais gosto nela é o cheiro, ela tem o mesmo poder da Lucky de me fazer sentir bem o tempo todo.
Infelizmente eu não posso ver as duas com muita frequência e consequentemente não posso conversar tanto assim com elas, sinceramente são as duas pessoas que eu mais sinto falta de conversar e de ficar perto.
Lucky e Lara, talvez isso tudo não faça muito sentido mas eu queria que vocês notassem o quanto eu gosto e sinto falta de vocês!
Espero que um dia a gente possa ficar mais perto.

Day 09 — Someone you wish you could meet (Alguém que você gostaria de conhecer)


(talvez essa seja a carta que mais vai me deixar com vergonha mas eu quero escrever)
Vamos do inicio!
Nas minhas andanças pela internet atrás de algo que conseguisse prender a minha atenção (coisa difícil de ser fazer) achei um Vlog com uma moça com cara de menininha, cabelo de menininho, jeito de menininho, sorriso de menininha e gostos de menininho!
Resolvi que assistiria um vídeo dela pra ver se ela me segurava na cadeira por pelo menos 3 minutos, assisti o primeiro, o segundo e quando vi já tinha visto todos os vídeos dela, lido o blog, já seguia no twitter e queria muito conversar com ela (coisa impossível de se fazer).
Enfim, chegamos a parte que eu não sei como continuar, sou um pouco (bastante) ruim em falar as coisas que eu penso de forma direta, por isso se em algum ponto dessa carta eu me atrapalhar eu te peço que releve!
Eu assisti todos os seus vídeos e concordei com todos, até quando você disse que gostava de Alpha FM, Teatro e definitivamente fiquei muito feliz e saber que você tem o livro do stanislaviski que eu preciso, mas mesmo assim você ainda era inatingível.
(agora é a parte da historia que eu gosto)
Então num belo dia de Sol, os passarinhos cantavam na janela e a Lucky notava que eu te “conhecia” e esse foi o motivo do meu maior choque desde descobri que o Super Mario era um encanador (sim eu tive esse choque).
Ok, rodei, rodei e continuei parada aqui...vou tentar levar isso pra algum lugar!
Eu não queria conhecer você por você ter um vlog, nem por ser amiga da Lucky (apesar de saber quem você é por isso), eu queria te conhecer por achar que você é uma daquelas pessoas que quando eu conheço me fazem sentir diferente, assim como é com a Lucky.
Enfim...essa era a carta pra pessoa que eu queria conhecer e essa pessoa é você, Marina Xisto...
E eu não sei como terminar essa carta de uma maneira que faça sentido pra todo mundo, então termino do jeito que eu deveria ter começado:
Oi Marina, eu sou a Juliana (pra todo mundo é Jujuba), eu tenho 22 anos e faço teatro desde os 14, eu sou amiga da Lucky e assisto seu vlog, apesar de ser pequena eu sou mais alta que você e te coloquei na minha vida como referencia de pessoa que eu gostaria de conhecer!
Agora sim...Fim

terça-feira, 24 de maio de 2011

Day 08 — Your favorite internet friend (Seu amigo favorito da Internet)





E se eu nunca conseguir te ver?
E se eu não puder mais ouvir a sua voz?
E se a gente nunca mais concordar em nada?
E se você fizer outros amigos?
E se tudo mudar?
E se a gente tomar rumos muito diferentes?
E se nada mais for como a gente conhece?
Você ainda vai ser a minha carioca linda que canta pra eu dormir, que me faz rir de besteiras, a única pessoa com quem eu posso conversar sobre Deus...

Mesmo assim eu vou amar você!

Day 07 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush (Seu ex-namorado/amor/paixão)





Eu te conheci e antes você era só mais uma no meio de tanta gente que eu mal podia reparar no que você era e assim de repente você foi se mostrando tão diferente, tão especial, mesmo de longe você parecia muito próxima e eu amava cada parte boa e ruim que existia em você.
Eu e você nos demos bem e apesar de tantas diferenças a gente fez crescer uma mor tão diferente dos outros tantos que já tivemos na vida, que era tão determinado que superava os estados entre nós, que nos fazia planejar uma vida inteira perto, aqui ou ai, tanto faz contanto que fosse perto!
Foi tão pouco tempo e eu estava ai, na mesma cama, no mesmo quarto, dividindo o todo e o quase nada, a sensação de estar perto era tão boa, tão real e quando eu tive que voltar, senti que não fazia mais sentido ficar aqui se você estava longe, eu precisava voltar e voltei! Voltei mas não foi igual, tudo estava diferente e eu sentia que você não estava tão perto assim quanto eu estava.
Eu fui embora e sabia que não voltaria mais, mesmo que você não tenha me dito nada eu sabia!
Agora, tanto tempo depois, tantas historias depois nossas vidas estão refeitas com novas pessoas, lugares, ideais e um passado que nos marcou pra sempre.
Eu não esqueci você apesar de tanta coisa, eu não vou esquecer você apesar das mudanças e da distancia...
Sinceramente eu não sei como terminar essa carta e nem como comecei, sei que precisava que você não tivesse me esquecido desse jeito, que não tivesse me descartado como fez mas eu precisava te ver feliz muito mais do que qualquer outra coisa e isso eu sei que você está!
Se depois de tanta coisa você resolveu me apagar pra ser feliz, eu decidi te fazer renascer em mim todo dia pra não deixar de ser feliz.
Com amor ou sem amor, a vida segue.

Day 06 — A stranger (Um estranho)

Querido Estranho.

Como você ainda é só um estranho eu não tenho muito o que te dizer.
Talvez você seja um estranho conhecido, ou seja realmente um estranho completo, mas espero que termine de ler essa carta que prometo, vou me esforçar bastante pra que faça algum sentido pra você.
Não sei o que te dizer e nem como te dizer, não sei o que você gosta de fazer ou o por que de estar lendo essa carta, então pra não te deixar ai no vazio vou te dar algumas coisas pra me conhecer melhor e espero que você também tenha algo pra eu te conhecer melhor, tudo bem?
Escute a música: Comptine d'un autre été do Yann Tiersen
Assista o curta: “Eu não quero voltar sozinho” (você acha no Youtube)
Leia: Perfume- A Historia de um assassino de Patrick Süskind
E vá a um Flash Mob!
Depois de fazer todas essas coisas você vai se sentir um pouquinho como eu não serei mais tão estranha assim pra você e se você quiser fazer o mesmo, também ficarei feliz!
Te vejo pela vida!

Day 05 — Your dreams (Seus sonhos)

Desde pequena eu sempre tive sonhos maiores do que eu, sonhos tão grandes que tomavam minha cabeça, meu espirito, minha alma e quando chegavam ao corpo (que era pequenininho demais para conte-los) explodiam e vazavam pelas pontas dos dedos, olhos, boca, pernas e fios de cabelo e forma de hiperatividade.
Acho que meus sonhos se tornaram diferentes durante os anos e se renovam todo dia...eu quero tanta coisa que nem sei exatamente o que eu quero!
Eu quero poder ir a qualquer lugar sem me preocupar com o valor, quero ver mais sorrisos dos meus amigos, quero poder ficar mais perto da Lucky e da Lara, quero que as coisas não sejam mais tão longes assim, quero que as pessoas que eu amo nunca morram e as que já morreram voltem, quero não ser tão tímida com certas pessoas, quero conseguir pensar antes de falar, quero conseguir prever o futuro e lembrar plenamente do passado...
Eu quero coisas impossíveis, quero coisas possíveis...eu não sei quais são todos os meus sonhos mas eu sonho em conhecer todos eles.

Day 04 — Your sibling (or closest relative) (Seus irmãos ou parentes próximos)

Parentes próximos.


Durante boa parte da minha vida vocês me julgaram por não ser a menina mais preocupada com aparência ou por não ser submissa ás vontades de vocês, vocês me chamaram de muitas coisas durante esses meus 22 anos e me tronaram o assunto das reuniões de família e motivo de risadinhas escondidas pelos cantos da casa, hoje eu resolvi que por meio dessa carta vou expressar tudo que deixei guardado durante todo esse temo:
Sim, eu sou tudo aquilo que vocês pensaram mas não sou nada daquilo que vocês me chamaram, eu sou lésbica, eu gosto de mulheres e isso nunca me tornou menos capaz do que qualquer um de vocês de ser uma boa pessoa, de ter filhos, de ter bons amigos ou de fazer parte dessa família e se na cabeça de vocês eu não sou digna de qualquer coisa boa por ser lésbica isso torna vocês totalmente incapazes de ter o meu respeito e merecedores da minha pena.
Que a vida de vocês não seja medíocre pra sempre!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Day 03 — Your parents (Seus pais)


“E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi”




Pai.


Essa é a primeira vez em toda a minha vida que eu escrevo uma carta pra você, ou que te chamo assim, que dirijo a palavra a você mesmo sabendo que você nunca vai ler essa carta.
Durante toda a minha vida eu fui privada de te ter por perto e nunca soube o motivo, eu não sei o seu nome, nem como você é, não sei se meu cabelo é igual ao seu mas imagino que seja por que ninguém na minha família tem o cabelo igual ao meu, não sei se nossos olhos, nariz, boca, gostos são iguais, não sei nada de você e acho que nunca vou saber.
Quando eu era criança sentia falta das historinhas de dormir e do colo, quando entrei na adolescência senti falta dos castigos, proibições, senti falta das brigas e do ciúme de pai e agora que já sou adulta sinto falta dos conselhos, dos almoços de família e de qualquer coisa que hoje eu poderia fazer com você. Seus presentes feitos pro mim na escola foram pro lixo por que você nunca veio buscar e as historinhas eu fiz na cabeça pra não ficar sem dormir.
Nunca ninguém ocupou seu lugar, nem você e mesmo que eu sinta que metade da historia d aminha vida esta faltando, eu não guardo raiva de você e talvez você nem saiba mesmo que eu existo, mas existo: me chamo Juliana, tenho 22 anos recém feitos, faço teatro, odeio lasanha e nunca consegui dar estrelinha!
Sei que isso não é suficiente pra conhecer ninguém, mas é melhor do que o nada que eu tive a vida toda e talvez eu nunca tenha de você, mas se tiver vai ser bom conhecer você!



Sua filha.

Day 02 — Your Crush (Sua paixão)

"O Destino do ator é decidido antes mesmo que ele saia do berço."





O Segundo dia é o dia da Paixão! Estranhamente enquanto pensava nisso não consegui encontrar uma pessoa que pudesse dar forma a essa carta, por que apesar de amar os meus amigos, minha família e meus bichos, a única coisa capaz de se encaixar no dia de hoje é o Teatro!
Minha paixão por teatro vem da época em que eu nem sabia que gente comum podia interpretar, vem de muito antes disso! Minha vida com teatro começou junto com a minha rebeldia e viu passar todas as minhas fases ruins, boas, todos os amigos que vieram e foram, viu os namoros, os sofrimentos e alegrias, viu os problemas, as dificuldades, as conquistas, os avanços...Viu tudo o que aconteceu desde aquele dia na escola em que me chamaram pra fazer uma aula pratica de improviso.
O Teatro me deu desde aquele dia um senso diferente do que era possível se fazer, me ensinou que eu podia ser muitas pessoas dentro de um único corpo e que poderia dar vida a tanta coisa que eu ainda nem consigo imaginar, o Teatro me possibilita ser no palco, tudo o que eu queria ser na vida real e talvez não possa ser sempre, me possibilita dizer o que eu penso em forma de arte.
Essa paixão não tem data pra acabar...que não acabe nunca!

Merda!

sábado, 14 de maio de 2011

Day 01 — Your Best Friend (Seu melhor amigo)

"Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante"



Essa provavelmente vai ser a carta mais difícil que eu vou escrever nesses trinta dias, então estou tentando não ficar formulando coisas na minha cabeça e só escrever!
Essa primeira carta é endereçada ao meu melhor amigo, no caso melhor amiga que nos últimos dias tem me feito pensar bastante no tamanho do meu amor por ela e que sem duvidas é a pessoa mais complexa, teimosa e divertida que eu conheço
Minha melhor amiga me irrita, me chama de gordinha, me nega macarrão, puxa minha orelha e sempre que eu preciso esta do meu lado, ela tem manias estranhas, tem nojo de barras de metrô e diz que minha voz é de criança, ela gosta de química, tem TPM eterna, é brava e morre de ciúmes de mim, minha melhor amiga é complexa, irritante e grossa...
Minha melhor amiga é minha melhor amiga por que diz até quando esta enjoada de mim, minha Nah é a minha melhor amiga e sempre vai ser minha melhor amiga.
Te amo Nah, até quando você me irrita, me chama de gordinha, briga comigo, quando sai do metro e me obriga a limpar as mãos com álcool em gel e quando me faz sentir todo ciúme do mundo...e meu amor por você nunca vai mudar!