sexta-feira, 25 de maio de 2012

Day 15 — The person you miss the most (A pessoa que você mais sente falta)

Talvez por que tivesse que ser ou por que não soubemos administrar tudo isso, nos perdemos no tempo e ficamos no vazio um do outro, com saudades, com dúvidas, com dores que talvez não deixem de existir enquanto não houver aquele encontro da verdade onde tudo é dito. Desde que eu te conheci, sabia que você deveria fazer parte da minha vida. Não sabia como nem por que mas sempre soube que estaria aqui, mesmo quando longe, sempre estaria aqui. Não sei onde foi o desencontro, nem o por que dele mas sei que todos os dias que passamos perto, eu aprendi e cresci, eu fui feliz e ganhei muito mais do que você imagina, até nas perdas irreparáveis, nas idas dolorosas ao chão, no coração partido, nos pesadelos e nos choros desesperados...Eu ganhei mais do que perdi. Eu sinto saudade, sinto falta e sinto uma vontade imensa de te ver trasbordando uma felicidade tão grande que até os cegos vejam. Se eu não pude fazer parte da sua alegria, que você seja feliz onde está agora. Obrigada por tudo que você me ensinou, por tudo o que você me deu e por tudo o que você me fez, nada disso se perdeu no tempo. Tudo vai ficar bem, tudo vai se acertar. Mesmo de longe, eu sei que você está perto, sempre perto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Day 13 — Someone you wish could forgive you (alguém que voce deseja que te perdoe)

Eu sempre tive essa mania besta de achar que todos os meus atos são justificáveis e que não importa o quão idiota eu seja as pessoas vão compreender.Nem todo mundo compreende por que nem todo mundo merece e eu não mereço que todo mundo compreenda que na verdade eu sou criança e as vezes faço coisas sem pensar.
Não que isso justifique o que eu fiz com você, não que seja explicação pra ter te magoado, te machucado de um jeito que você nunca mereceu, mas é um jeito que eu encontrei de dizer que eu não fiz por mal, nunca tive a intenção de te fazer ficar triste por que afinal de contas você me fez tão bem no pouco tempo que esteve perto de mim.
Você deu tanto por mim e eu dei tão pouco a você.
Você esteve lá quando eu precisei mas eu não soube estar lá quando você precisou.
Você soube me ouvir mas eu não quis ouvir você.
Você na verdade me mostrou como agir e eu te ignorei.
Não que eu mereça que você me perdoe, não que eu não mereça o seu ódio depois de tanto mal que eu te fiz mas depois de tanto tempo, tanto tapa na cara que eu já tomei do universo e depois de tirar os olhos do meu umbigo e olhar pro rastro de imbecilidades que eu deixei no caminho desde o último dia que te vi, eu aprendi a pedir perdão. Não que seja fácil pra mim sentir essa "humilhação" tão grande mas vale mais a humilhação do que a lembrança eterna de que eu tratei você como nunca deveria ter sonhado em tratar.
Não que eu mereça...mas espero que você me perdoe um dia.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

“E no meio de tanta gente eu vi você...”



Não sei se foi destino, se foi um golpe de sorte ou se só aconteceu por acontecer, sei que te encontrar foi a melhor coisa da vida.
Desde o dia que te encontrei eu sei o que é felicidade, eu sei o que é ter motivos pra acordar sorrindo e sei o que é querer fazer alguém sorrir. Desde que te encontrei os meus pensamentos são todos pra bolar cada dia uma nova prova de amor a você. Desde que te encontrei todos os meus atos são pra te fazer feliz.
Talvez, de todas as coisas certas que eu fiz na vida, a melhor foi ficar com você porque desde que você chegou as manhãs ficaram mais bonitas, os sonhos se tornaram mais reais, os planos se tornaram mais concretos. Quando você chegou, a minha vontade de ser melhor se renovou, ser melhor pra você, ser melhor porque você merece o que há de melhor em mim.
Eu te amo, Gabriella. Te amo pelo seu senso se humor, te amo pelos seus gostos, te amo pelas brincadeiras, te amo pelas noites juntas, te amo pelas despedidas cada vez mais difíceis, te amo pelos abraços e beijos, te amo pelo jeito que você se veste, te amo pelos sorrisos que você me tira, te amo pelas gargalhadas, te amo pelas eternas caminhadas na rua, te amo por cada segundo que você me da o prazer de passar com você, te amo por ser minha amiga, te amo por ser minha namorada...Eu te amo porque te amo e só isso basta!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Bela Fahima. (Conto Árabe)

Há muito tempo viveu na cidade de Basra uma jovem chamada Fa­hima. Ela pertencia a uma nobre e antiga família e desde peque­na impressionava a todos por sua beleza e principalmente por sua rara inteligência. Seu nome queria dizer "aquela que compreende" e, de fato, ela parecia ser capaz de prever acontecimentos e ler pensamentos secretos. Herdeira de uma grande fortuna, vivia assediada pelos mais diferentes tipos de pretendentes. Mas eles não conseguiam dizer nada quando se apresentavam diante dela. Seu olhar penetrante impedia que pronunciassem qualquer palavra. A confusão e a frieza que ela percebia na alma dos homens a deixavam desolada, e então ela resol­veu se fechar no castelo dos seus antepassados, decidida a não ver nem falar mais com nenhum homem.
Um dia ela estava no terraço contemplando distraidamente a pai­sagem. Bem naquele momento o príncipe de Basra passava por ali. Ele a viu e imediatamente apaixonou-se por ela. Essa visão o perseguiu o resto do dia e, estando acostumado a tomar decisões rápidas e impetuo­sas, foi procurá-la nessa mesma noite. Sem esperar que o anunciassem, forçou os portões do castelo, atravessou o pátio e, assim que chegou dian­te de Fahima, no meio do jardim, foi logo dizendo que ela deveria ca­sar-se com ele.
Ela não respondeu, apenas ficou olhando para ele de um jeito que deixaria qualquer homem com o sentimento de ser a pessoa mais des­prezível do mundo. Mas o príncipe enfrentou seu olhar e Fahima sur­preendeu-se. O que ela viu dentro dos olhos daquele homem a agra­dou muito. Mesmo assim ela disse:
— Vá embora. Você não é digno do meu coração.
O príncipe ficou furioso. Nunca o haviam tratado daquela maneira, nenhuma mulher havia recusado qualquer coisa que ele tivesse dese­jado. Tropeçando em seus próprios passos, foi até a entrada do castelo, onde seus guardas o esperavam. Aos gritos, ordenou-lhes que prendes­sem a jovem e a levassem ao calabouço de seu palácio. E lá eles a dei­xaram, numa cela subterrânea e escura.
Na manhã seguinte, o príncipe foi vê-la e a encontrou imóvel, co­mo se tivesse passado a noite inteira sentada, aguardando sua chegada.
— Agora você já conhece meu poder — disse o príncipe — e sabe do que sou capaz. Eu ainda quero casar-me com você, e basta que você aceite para que deixe de ser minha prisioneira. Se concordar em ser mi­nha mulher, vai conhecer também a intensidade do meu amor, mas se não me quiser, saiba que não vai sair desta cela nunca mais.
Fahima permaneceu em silêncio, nem sequer olhou para ele.
O príncipe tentou convencê-la numa confusão de palavras às vezes enraivecidas, às vezes cheias de paixão. Mas nada adiantou.
O príncipe retirou-se completamente inconformado. Não passou um dia sem que ele voltasse ao calabouço. Todas as vezes ele falava de seu amor tumultuado, mas ela sempre permaneceu no mais profundo silêncio.
Meses depois, Fahima escutou quando os guardas comentavam que o príncipe estava de partida para Bagdá, onde deveria ficar um lon­go tempo. Imediatamente percebeu que havia chegado a hora de dei­xar aquele lugar. Ela podia fazê-lo, porque durante todo o tempo em que estivera prisioneira, dia após dia, havia cavado a parede sem que ninguém visse, abrindo assim um túnel que atravessava a espessa mu­ralha. Sem dificuldade, atravessou-o durante a noite e, quando alcan­çou a luz da lua, foi até seu castelo, onde se preparou para viajar. Mon­tada no melhor cavalo que possuía, Fahima dirigiu-se para Bagdá.
Logo que chegou, procurou uma casa bem na rua principal da cidade, que era passagem obrigatória para o palácio do califa. Depois foi ao mercado e comprou loções, cremes e pós que a ajudaram a mudar de aparência. Tingiu os cabelos com hena, penteou-os de um modo diferente, vestiu novas roupas e em pouco tempo parecia uma outra mulher.
O príncipe chegou à cidade, depois de ter parado várias vezes durante a viagem para encontrar-se com amigos que lhe ofereciam banquetes e festas.
Quando cavalgava em direção ao palácio real, viu uma mulher belíssima à janela de uma casa imponente. Puxou as rédeas do cavalo parou para contemplá-la maravilhado. Nem de longe reconheceu Fahima sob o disfarce daquela que lhe pareceu uma doce mulher. Assim que chegou ao palácio, ordenou a um serviçal que fosse convidar a senhora daquela casa para jantar com o príncipe de Basra.
Fahima aceitou o convite e nessa mesma noite concordou em ca­sar-se com o príncipe, como se fosse mesmo uma outra mulher. Os dois viveram um ano de enorme felicidade, e um dia ela lhe disse que estava esperando uma criança. O príncipe teve uma grande alegria, mas não pôde esperar para ver se ia nascer um filho ou uma filha, pois foi chamado às pressas à cidade de Trípoli, onde negócios urgentes o aguar­davam. No mesmo dia de sua partida, Fahima deu à luz uma menina e pouco tempo depois entregou a filha a uma ama de absoluta confian­ça, recomendando-lhe que cuidasse muito bem dela, até a sua volta. Em seguida selou seu cavalo e foi também para a cidade de Trípoli. Lá ela alugou uma casa suntuosa e novamente mudou a cor de seus cabe­los, vestiu outro tipo de roupa e esperou pelo príncipe completamente transformada.
Quando ele a viu sentiu o mesmo desejo de casar-se com ela, pen­sando mais uma vez que se tratava de uma outra mulher. Durante um ano eles viveram felizes, até que Fahima teve um filho. Ainda que esti­vesse encantado com o menino, não demorou para que o príncipe par­tisse para uma nova viagem, dessa vez na direção de Alexandria.
Deixando o filho com uma serva em quem confiava inteiramente, Fahima foi também para aquela cidade, e não é preciso dizer que tudo se passou como das outras vezes. E mais uma criança nasceu.
Um dia Fahima percebeu que o príncipe andava quieto, pensativo. Ela soube imediatamente que ele sentia saudades de sua cidade natal, e dessa vez ela partiu antes dele, tendo como sempre confiado seu filho a uma serva fiel. Voltou rapidamente para o calabouço onde ficara lon­go tempo e esperou a chegada do príncipe. Um dia ela adivinhou que ele descia as escadas que levavam à sua cela, pela cadência tão conhe­cida de seus passos, pela luz do archote que se adiantava à sua presen­ça. Mas a pessoa que surgiu diante dela atrás das grades era um homem muito diferente. O rosto barbudo, o olhar angustiado, a voz cansada. Cheio de remorsos, sentia-se infeliz como nunca.
— Fahima — ele disse —, eu vim aqui para dizer que você está livre.
— O que aconteceu durante sua ausência? — ela perguntou. ­Conte-me tudo, confie em mim.
— Não importa — respondeu o príncipe. — Só posso lhe dizer que agora entendo que você é a única mulher que eu sempre amei e por isso mesmo quero deixá-la livre.
— Diga-me toda a verdade — insistiu Fahima. — E saiba que sou a única pessoa que pode ajudá-lo.
— Posso lhe contar tudo, mas isso não vai mudar nada — respon­deu o príncipe com voz desolada. — Eu permiti que você ficasse presa tanto tempo e enquanto isso fiz coisas que não devia ter feito, não sou mais o mesmo homem. Não sou digno de você, nem do seu amor.
E o príncipe foi falando de suas viagens e contou sobre as mulhe­res e filhos que havia deixado para trás.
Quando terminou seu triste relato, Fahima lhe disse:
— Vá até a sala do trono e espere até que anunciem a chegada de uma pessoa, que você deverá receber imediatamente.
— Não entendo o que você diz — falou o príncipe. — A porta da cela está aberta. Quero que me perdoe e que possa ser feliz longe daqui.
Sem mais nenhuma palavra o príncipe subiu as escadas e foi até a sala do trono. Lá deixou-se ficar em silêncio, com a cabeça entre as mãos, indiferente ao movimento dos cortesãos à sua volta. Quando anun­ciaram que uma nobre dama com três crianças queria vê-lo, ordenou que os guardas a deixassem entrar. Logo as portas se abriram, e uma mulher ricamente vestida com roupas da mais fina seda e jóias magní­ficas, acompanhada de três adoráveis crianças, entrou lentamente na sala do trono. A princípio não reconheceu Fahima, mas à medida que ela se aproximava, um claro desenho formou-se de repente no seu es­pírito. Foi só então que ele percebeu que as suas quatro mulheres eram na verdade uma só, que lhe havia dado três filhos. A mesma mulher que, no mais completo silêncio e com profunda paciência, havia per­mitido que ele aprendesse sozinho tudo o que precisava saber sobre sua própria pessoa.
Aquela foi uma família feliz

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain [a pessoa que você mais odeia/ te causou muita dor]

É o tipo de carta que se demora a escrever, são muitos sentimentos ruins contidos em uma pessoa e quando explodem, é uma bagunça total.

Não vou citar nomes nessa carta, não é necessário, quem tem o rabo preso sabe o que ela significa.

Eu passei algum tempo com uma pessoa, pessoa essa que eu achava que valia a pena por N motivos, mas depois de algum tempo notei que não valia nem um pouco a pena.
Essa pessoa me magoou e me fez sentir o ódio que eu sinto por ela hoje, por ter me feito um terror psicológico extremo no fim do relacionamento.
Indo diretamente ao ponto.

Pessoa.

Eu passei algum tempo tentando não sentir nada ruim com relação a você, tentando te perdoar e esquecer todo terror, medo, raiva e cada lagrima que eu derramei por conta da sua filhadaputagem.
Eu te odeio, eu não quero deixar de te odiar por que isso tem me protegido do seu mal.
Eu não quero te ver feliz, sua felicidade não me interessa e não me safistas.
Eu quero você longe, só isso!

Se um dia eu tiver que te encontrar dinovo, espero que seja numa situação bem ruim pra você.

E que você morra.

Atenciosamente.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to (Uma pessoa falecida com quem você gostaria de conversar)

Acho que de todas as cartas, essa é uma das mais sinceras, uma das mais difíceis de escrever , não por não saber o que falar mas por querer falar muito e não te ter aqui pra ouvir.
Vô, quando o senhor foi embora o meu mundo caiu, tudo o que pra mim era solido, se quebrou e eu não tive mais certeza das coisas que me cercavam.
Quando o senhor foi embora, levou consigo a minha vontade de ficar aqui e foi tão difícil recuperar isso, foi tãoo difícil levantar e voltar a andar.
Você era o meu pai, meu amigo, aquele que me ensinou quase tudo o que eu sei e quase tudo o que eu sou. Me ensinou a olhar para os dois lados pra atravessar a rua, me ensinou a pedir desculpas quando esbarrava em alguém, me ensinou a amarrar os sapatos e a não falar palavrão, me ensinou os primeiros passos, me ensinou os caminhos certos, me ensinou a não desistir e que quando estava doendo era pra chorar, me ensinou que quando alguém vai embora, é por que estava na hora de ir embora...Mas o senhor não me ensinou a te deixar ir embora, simplesmente foi!
Eu queria poder sentar nos eu colo dinovo e ouvir aquelas historias, queria poder te ver bater no fundo da minha mamadeira toda manha, queria poder te dar bom dia.
Eu queria que você voltasse vô, eu queria o senhor de volta.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que é perdão pra você?

Do mesmo jeito que se fala de amor, se fala de perdão!


"minha vida com a minha família é um perdão eterno. Eu conseguir amá-los depois de tanta dor
tanta ausência de respeito"

"É algo que só existe onde há amor, muito"

"ahh, na verdade eu nem percebi que eu os perdoei, só passou"

"Quando alguém que eu gosto muito me decepcionou, fazendo algo que eu, claramente, não aprovaria e, mesmo assim, eu ainda gosto muito da pessoa...esqueci"

"quando eu percebi que minha raiva só me fazia mal acho que as coisas passaram sozinhas, quando me dei conta eu os amava novamente e sem dores, só lembranças ruins que SEMPRE vão ficar"

"perdão é isso http://pt.wikipedia.org/wiki/Perd%C3%A3o"

"é complicado, deixa eu mergulhar nas minhas profundas lembranças... nao sei, jujuba"

"ela me pediu perdão por não estar comigo quando eu mais precisei dela, por não estar na maior parte da minha infância, por não ter ido aos meus jogos de futebol"

"não me recordo de perdoar ou ter sido perdoado"

"uma vez tive uma briga feia com uma amiga, ela se descontrolou e me xingou pra ofender mesmo, paramos de nos falar na hora e ficamos dias sem nos ver. Um dia estávamos com algumas pessoas conversando e eu ignorei a presença dela mas vi que ela estava me olhando muito até que me encarou, me abraçou e começou a chorar muito, ela disse que não sabia como tirar isso das nossas memorias mas o faria se pudesse"

"Jesus, segundos antes de morrer"

"perdoar alguém?"

"a gente vai ficando velho e 'deixando pra lá' certas coisas"